10 perguntas sobre Drones na Agricultura para quem está começando na atividade.

Atuando na área de agricultura de precisão, Mariana Antunes, fundadora do Mulheres em Campo, respondeu 10 perguntas recorrentes para quem está iniciando na atividade e quer saber um pouco sobre equipamentos, preços e usos dos drones na agricultura. Confira! 


EXISTE DIFERENÇA ENTRE DRONE E VANT?
Drone é o nome comum para Veículo Aéreo Não Tripulado, e, apesar de, tecnicamente, significarem a mesma coisa, drone é o termo utilizado como um equipamento recreativo, já o VANT é um equipamento que leva uma carga útil embarcada, podendo ser uma câmera (que é o mais convencional) ou qualquer outro objeto que não seja necessário para levantar voo.  

O QUE SIGNIFICA MULTIROTOR E ASA FIXA?
O multirotor precisa de, no mínimo, 3 motores para garantir sustentação no voo, já o asa fixa necessita de apenas um, por possuir asas semelhantes as de avião. Desta forma, há economia de bateria e consequentemente uma boa autonomia de voo. Há exceções, mas geralmente, os multirotores são drones com autonomia de voo e capacidade de carga reduzidas em relação ao asa fixa. 

Multirotor DJI Phantom 4

Asa FIxa Xmobots Arator

 

 

 

 

 

 

 

QUAL O MELHOR DRONE/VANT PARA INICIAR NA ATIVIDADE?
Isso depende da finalidade do uso. Se você é um pequeno produtor rural e quer avaliar e acompanhar sua lavoura, o ideal é começar com um multirotor, isso também vale para quem está iniciando na atividade de prestação de serviços e fará a cobertura de pequenas áreas.
Se a área a ser mapeada for superior a 80 hectares, já indica-se o uso de um asa fixa, por possuir maior autonomia de voo, sendo possível maior otimização do tempo. 

QUANTO VOU GASTAR PARA COMPRAR MEU PRIMEIRO DRONE? 
Depende, se você está iniciando na atividade e irá mapear pequenas áreas, o ideal é começar com um multirotor. As versões mais comuns (e que fazem um bom trabalho) estão na faixa de R$ 6.000 a R$ 12.000. Se pretende comprar um asa fixa que atenda as expectativas, o investimento inicial irá variar entre R$ 70.000 e R$ 150.000, dependendo da sua demanda embarcada. 

QUAIS OS OBJETIVOS DE USAR O DRONE/VANT NA AGRICULTURA?
O agronegócio tem sido um grande mercado consumidor de drones/vants, devido aos inúmeros produtos que podem ser gerados com essa utilização. O Brasil tem usado e se destacado, aumentando a eficácia e produtividade das lavouras. 
Dentre os diversos produtos gerados com as imagens obtidas pelos drones estão a medição de áreas, geração de curvas de nível, quantificação de falhas de plantio, restituição de linhas, contagem de árvores e mudas, acompanhamento da lavoura, avaliação de pragas e doenças e saúde da vegetação. 

HÁ MUITAS CÂMERAS NO MERCADO, COMO ESCOLHER A MAIS APROPRIADA PARA EMBARCAR NO DRONE/VANT?
Alguns drones/vants já vem com câmera própria, o ideal é analisar tudo antes de efetivar a compra. Se necessita de imagens convencionais, as chamadas RGB, com bandas visíveis a olho nú, pode utilizar câmeras comuns, de boa resolução, que já atenderão bem suas expectativas. Atualmente, a câmera Sony 5100 24 MP é muito usada para geração de mosaicos RGB. 
Se a finalidade for geração de índices de saúde da vegetação, com bandas não visíveis a olho nú, será necessário a utilização de câmeras multispectrais, que “enxergam” as bandas infravermelho próximo e rededge. 

O QUE É GSD?
O GSD é o tamanho do pixel, ou seja, quanto menor o GSD, maior será a qualidade da imagem obtida, uma vez que maior será o número de pixels que vão compor a imagem. Além da câmera, um bom GSD é necessário para obtenção de resultados mais exatos. 

A Horus Aeronaves, divulgou uma tabela que mostra os principais usos dos drones/vants e o tipo de câmera mais adequado para cada função. Confira! 


QUAIS SÃO OS ÍNDICES MAIS USADOS PARA ANALISAR A SAÚDE DA VEGETAÇÃO?
Os índices que estão sendo mais utilizados comercialmente são NDVI e NDRE. Esses índices são o resultado de uma equação matemática aplicada às imagens multiespectrais. Basicamente, existem duas grandes diferenças entre eles.

A primeira é que o NDVI mostra se a planta está ou não está passando por algum estresse, já o NDRE mostra o intervalo de tempo entre uma planta saudável e uma que está começando a sofrer algum estresse; a segunda é que o NDVI capta apenas uma parte do dossel das plantas, sendo ideal para uso em plantas de pequeno porte ou estágio inicial, já o NDRE consegue captar dados de todo o dossel, sendo usado em plantas de porte alto também. 

ALÉM DE MAPEAR, EXISTEM OUTRAS FUNÇÕES PARA OS DRONES NO AGRONEGÓCIO?
Os drones/vants para mapeamento são uma tecnologia consolidada no país, e, com a mesma força estão vindo os drones de pulverização e aplicação. Para a liberação de Cotesia flavipes, vespinha que é importante agente biológico na cultura da cana de açúcar, por exemplo, essa tecnologia já é realidade. De acordo com Pedro Faria, Engenheiro Agrônomo e consultor da Cultivar Tecnologias e Serviços de Agronomia, o controle biológico, realizado por drones chega a custar de R$ 8 a R$ 10 por hectare. Já o método de aplicação aérea, por aviões agrícolas, chega a custar de R$ 12 a R$ 18 por hectare. 

ONDE CONSIGO MAIS INFORMAÇÕES SOBRE DRONES/VANTS? 
Além de sites com informações a nível internacional, no Brasil há diversas empresas que comercializam drones/vants e fornecem informações de qualidade sobre os serviços que podem ser feitos com eles. Além de informação técnica, você também encontra dicas através de textos, vídeos e webnars, em sua maioria gratuitos. 

Recomendação de leitura: Xmobots, Mapear com Drones, DronEng, Horus, RPA News, MicaSense, PrecisionHawk

 

 
 

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1 thought on “10 perguntas sobre Drones na Agricultura para quem está começando na atividade.

  • É interessante o uso de Drones na pecuária?
    Penso em vistoriar o gado, fazer contagem de reses via imagens. Ou mesmo fiscalizar cercas rompidas?
    Grata
    Anna

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