Agroecologia: o desenvolvimento rural com base em antigos conhecimentos e tradições.

Recentemente estava em uma reunião de família buscando uma solução para alguns alqueires de terra que não estão produzindo. Como não se tratava de grande coisa, optamos por trabalhar com algo o máximo de proveito da propriedade e assim as pesquisas se iniciaram.

Minha formação não é na área de agrárias e sim de humanas, então, pesquisando sobre agricultura familiar, encontrei o termo agroecologia e assim surgiu o motivo para uma nova pesquisa.

Basicamente, agroecologia  é definido como “o estudo da agricultura em uma perspectiva ecológica”. Ou seja, é uma análise dos ecossistemas agrícolas, abordando os processos de forma ampla, que visa a maximização da produção como também a otimização do ecossistema em que está inserido, incluindo seus componentes socioculturais, econômicos, técnicos e ecológicos.

Atualmente existem vários entendimentos para o termo agroecologia, podendo ser tratado tanto como uma disciplina científica, tanto como uma prática agrícola ou como um movimento social e político. Dentro desta perspectiva, entende-se que agroecologia é algo que não existe isoladamente, mas sim algo que existe em função da integração de outras ciências, saberes populares, tradições que são provenientes de experiências de agricultores familiares de comunidades indígenas e camponesas. Porém, como toda prática, a agroecologia também apresenta seus desafios.

Hoje, pode-se dizer que o grande desafio consiste em alterar a forma que a sociedade se relaciona com recursos naturais, já que tal prática acaba exigindo o desenvolvimento sustentável. Para que isso ocorra, o desenvolvimento econômico e social concomitante à proteção ambiental e agroecologia devem receber, além a conscientização da sociedade, uma atenção política, ampliação de incentivos à pesquisa e atualizações tecnológicas por parte do Estado, além de ferramentas didáticas para que seja possível a partilha de tal conhecimento.

Em todo o processo de aceitação deste novo paradigma, surgem categorias que são determinantes para a construção desse novo modelo de desenvolvimento rural, no qual é ressaltada a importância à especificidade rural, a noção de economia moral do campo e a ideia de desenvolvimento desde o zero, assim como o reconhecimento de um certo “potencial capitalista”, determinada pela particular lógica dos camponeses.

Portanto, a base de conhecimento da agroecologia constitui-se mediante a sistematização e consolidação de saberes e práticas (empíricos, tradicionais ou científicos), visando uma agricultura ambientalmente sustentável, economicamente eficiente e socialmente justa.  

Como fica o sítio nessa história? Bom, acho que daqui em diante terei novas experiências para contar!
E vocês, já conheciam o termo ou já praticam a agroecologia? Conte para nós! 

Autoria: Aretuza Negri – aretuza@mulheresemcampo.com.br
Edição: Mariana Antunes – mariana@mulheresemcampo.com.br

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