Citricultura perde pesquisadora que auxiliou na identificação do greening no BR

O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, perdeu nesta segunda-feira, 25/2/2019, a pesquisadora Diva do Carmo Teixeira, que faleceu em Araraquara, interior de SP, devido a complicações após uma cirurgia realizada há 10 dias, para a retirada de um tumor no cérebro. 

Para a instituição foi uma triste perda, já que Diva era a pesquisadora mais antiga do Fundecitrus e seria homenageada em vida na celebração dos 25 anos da inauguração do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento. Diva também participou, em 1997, da montagem do primeiro laboratório do então Departamento Científico.

A pesquisadora era Graduada em farmácia bioquímica, com mestrado em microbiologia aplicada e doutorado em biotecnologia, pela Unesp – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, e membro da Organização Internacional de Virologistas de Citros (IOCV). 

Confira parte da nota divulgada pelo Fundecitrus:


Diva do Carmo Teixeira realizou treinamento com pesquisadores franceses Joseph Marie Bové e Monique Garnier no Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola (INRA), de Bourdeaux (França) e participou do processo de crescimento do isolado que foi utilizado no Projeto Genoma. O primeiro sequenciamento de um fitopatógeno no mundo, a Xylella fastidiosa, bactéria que causa a clorose variegada dos citros (CVC), colocou, em 2000, o Fundecitrus na capa da Nature e o Brasil, no mapa da ciência internacional.

Juntamente com o Dr. Bové, Diva do Carmo Teixeira identificaram a bactéria Candidatus Liberibacter americanus, principal causadora do HLB (huanglongbing)/greening no Brasil à época, após o reconhecimento dos sintomas da doença com resultados negativos para Ca. L. asiaticus e Ca. L africanus.

Na Universidade da Flórida, Diva do Carmo Teixeira desenvolveu pesquisas de CTV (tristeza dos citros) no Centro de Pesquisa e Educação em Citros (CREC – UF), liderado pelo pesquisador William “Bill” Dawson. Nos quatro anos em que permaneceu nos Estados Unidos, conseguiu desenvolver um vetor viral da estirpe brasileira do vírus, para desenvolver estudos no controle do greening. 

O Fundecitrus ressalta a admiração que, pelo espírito obstinado e foco extremado, a pesquisadora Diva do Carmo Teixeira despertava nos colegas da instituição e considera o falecimento uma perda irreparável para a comunidade científica internacional e para a citricultura mundial, tanto pelas contribuições consumadas quanto pelas que certamente viriam nas áreas de diagnose e microbiologia molecular, às quais ela se dedicava atualmente.

FONTE: Fundecitrus

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