Eng. Agrônoma e proprietária da MS Agro explanou sobre sua trajetória profissional

Hoje conversamos com Carina Marcondes Queiroz, a jovem de 29 anos,  mora em Campo Grande/MS, é Eng.ª Agrônoma e contou um pouco sobre sua trajetória ao portal Mulheres em Campo. Confira! 


COMO ESCOLHEU A PROFISSÃO AGRONOMIA? JÁ TINHA CONTATO COM O CAMPO ANTES?

Eu cresci na fazenda, no meio agro, meus pais mudaram para o pantanal no MT quando eu era recém-nascida, e, morei até os 6 anos aproximadamente no meio rural. Até hoje sinto saudades e agradeço a Deus pela infância que tive.
Eu na verdade não entendia muito o que era agronomia, eu conhecia mais veterinários e zootecnistas, por que minha família trabalhava com criação de gado, tanto que passei na faculdade para zootecnia, mas meu irmão e um amigo meu de infância, me levaram no dia da matrícula e me explicaram o que era agronomia e eu amei! Hoje em dia se pudesse fazer de novo, faria agronomia novamente.

O QUE MAIS GOSTOU NO CURSO?

Eu sempre gostei mais da parte de adubação, manejo de solo, nutrição, morfologia e microbiologia, mas é difícil escolher uma área só, minha paixão pela agronomia também vem da ampla gama de áreas em que ela atua. Hoje como profissional, me encontrei na área de gestão de pessoas, uma área pouco falada na graduação, mas que depende muito de toda teoria e prática que aprendemos, pois não tratamos plantas, mas sim as pessoas que plantam. Acredito que esse tema deveria ser falado nas graduações, ajudaria muito.

COMO FOI SUA SAÍDA PARA O MERCADO DE TRABALHO?

Eu consegui uma colocação como trainee em uma empresa que presta serviços pra usina de álcool no MS, me apaixonei logo de cara, por que lá eu aprendi tudo o que sei hoje na área de gestão, principalmente a lidar com pessoas, a liderar equipes, coordenar serviços e executar tarefas. Eu me considero uma pessoa muito abençoada por ter tido o primeiro emprego em um lugar tão acolhedor e que me ensinou muito.

ATUALMENTE, EM QUE CONSISTE SEU TRABALHO?

Eu tenho uma empresa há 3 anos, MS Agro, e presto consultoria em Assistência Técnica e Gerencial para o Senar/MS, e também pela empresa represento uma outra empresa nacional de fertilizantes, principalmente foliares, e hoje o foco é a cultura da cana-de-açúcar, hoje sou fornecedora da usina que me acolheu há 7 anos atrás e tenho muitoooo orgulho disso. 

JÁ TEVE ALGUMA DIFICULDADE POR SER MULHER E ATUAR NO CAMPO? SE SIM, COMO SUPEROU?

Sim, no meu segundo emprego, onde eu vi que existem pessoas que não se importam com o bem dos outros, passei por momentos difíceis de falta de respeito do então chefe, e isso me fez querer sair do campo por 2 anos.
Eu me deixei levar pelo pensamento de que não adiantava eu ser boa no que fazia, por que sempre iam me ver como uma “MULHERZINHA”, eu cheguei a ter minha comissão reduzida, por que fiz a equipe se organizar e dobrar a produção em 2 meses, e então reduziram minha comissão por que eu iria ganhar demais, ganhar mais que os outros gerentes (homens) que já trabalharam lá. A partir daí resolvi sair e fui trabalhar em escritório de projetos. Demorou quase 3 anos, mas hoje sei do meu potencial e acredito mais em mim. Consegui superar com muito estudo, autoconhecimento, inteligência emocional, e principalmente tendo por perto gente do bem. Hoje agradeço a Deus pelos superiores que tenho dentro dos serviços que presto. Eles confiaram em mim quando nem eu confiava, e, hoje vejo que podemos chegar onde quiser, desde que tenhamos força de vontade para isso.

QUE DICA PODE DAR PARA OUTRAS MENINAS QUE QUEREM INGRESSAR NA ÁREA?

Nunca duvidem de si mesmas! NUNCA!
A vida não é sempre fácil, principalmente na nossa área, as pessoas não são todas boas, mas, tendo fé e coragem, chegarão onde quiserem. Não deixem a opinião dos outros ofuscarem teus sonhos. E façam o agro por amor, tudo que fizerem façam de coração, que dificilmente dará errado.

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