Entrevista com Lidiane Monteiro, Zootecnista de Natal/RN atuando na capital paulista

A entrevista dessa semana é com Lidiane Monteiro, 30 anos, residente em São Paulo/SP. Lidiane é Zootecnista e contou à nossa colunista Ronara Lasmar, quais foram os motivos que a levaram a seguir essa área. Confira! 


COMO ESCOLHEU A PROFISSÃO?
Eu sempre gostei de animais e eu desejava trabalhar com algo que ajudasse pessoas. Sou natural de Natal/RN, não fui uma criança que nasceu no campo, mas sempre que meus pais saíam da cidade grande, iam para uma fazenda no interior do estado e eu amava! Era um lugar de paz para mim.

Quando conheci a zootecnia (no período do vestibular) ouvi uma frase que me marcou: “zootecnia é uma das profissões que alimentam o mundo”. Aquilo me encheu de vontade e eu decidi ter essa experiência!

COMO FOI A SAÍDA DA UNIVERSIDADE P/ O MERCADO DE TRABALHO?
Não foi fácil e nem como eu imaginava. A faculdade não me ensinou como enfrentar o mercado de trabalho e, infelizmente, a maioria está preocupada com conteúdo, notas e artigos. Optei pelo mestrado porque acreditava que precisava melhorar minha habilidade de comunicação. Após mestre, tive o prazer de exercer a profissão sendo educadora em cursos técnicos de agropecuária, agronegócio e agroecologia do programa PRONATEC. Passei também pelo SENAR e pela FAERN JOVEM, entre outras atividades (fora da zootecnia).

No segundo semestre de 2018 decidi me mudar para a cidade de São Paulo em busca de novas oportunidades e de realizar meu sonho, que era trabalhar com o mercado de carne no qual me especializei e nunca havia exercido.

EM QUE CONSISTE O SEU ATUAL TRABALHO?
Depois de muitos altos e baixos, várias dificuldades e expectativas frustradas, enfim consegui!  Hoje trabalho como zootecnista personal shopper (sommelier de carnes) em um empório muito conhecido em São Paulo. Iniciei oficialmente esse novo ciclo em janeiro de 2019, passando por uma fase de treinamentos para assumir a gestão do açougue, das pessoas e dos produtos.

VOCÊ ENCONTROU DIFICULDADES POR SER MULHER?
Infelizmente, sim.  Tive dificuldades com professores, com clientes e com colegas. Todas as situações ligadas ao preconceito e a um julgamento da minha não capacidade por ser mulher. Depois do processo de coaching e do curso Agrouniversitário, me senti mais forte para enfrentar essas situações e conheci muitas pessoas que me respeitavam como profissional.  Ainda vejo que o preconceito é uma realidade no universo feminino, mas fico feliz ao perceber que estamos unidas para a cada dia mudar ainda mais estes tabus antigos e ultrapassados.]






QUAL CONSELHO VOCÊ DARIA PARA AS MULHERES QUE ESTÃO NO CAMPO HOJE?

A vida é feita de “picos” e “vales”. Por isso, não desistam e acreditem sempre na sua visão e no que existe em seus corações. Eu acreditei, paguei o preço por isso, passei pelo “vale” muitas vezes (vales financeiros, profissionais e emocionais) e hoje digo com orgulho e muita gratidão que tudo valeu a pena e me preparou para eu chegar nesse momento.

A vida não é um caminho linear. Dedique-se a ser o seu melhor! Supere as pedras do caminho e leve com você apenas o que te faz crescer.

 

 
 

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