Espaço da Leitora: formada em Serviços Sociais, Aretuza Negri explana sobre êxodo urbano

Esse texto é uma contribuição da leitora Aretuza Negri, de 30 anos, que é formada em Serviços Sociais e possui MBA em Gestão de Pessoas. A ligação de Aretuza com o agronegócio vem de família, sua inspiração é seu pai, que atua há mais de 35 anos com colheita mecanizada. Confira!

O ÊXODO URBANO: GRITO POR UM PEQUENO SOPRO DE VIDA QUE ECOARÁ NO HORIZONTE DA NOSSA EXISTÊNCIA 

Muito se falou em êxodo rural, que nada mais é que o termo pelo qual se designa a migração do campo por seus habitantes, que, em busca de melhores condições de vida, se transferem de regiões consideradas de menos condições de sustentabilidade a outras, podendo ocorrer de áreas rurais para centros urbanos.

Porém, vem-se notando o inverso. Cada vez mais o termo êxodo urbano é utilizado para explicar o abandono de uma população da área urbana de determinada região, indo em sentido ao campo, a zona rural.

Essa saída ocorre devido a “n” fatores que podem estar relacionados a questões de disponibilidade de recursos, questões econômicas e principalmente de qualidade de vida. Fatores estes que são historicamente discutidos e analisados para que seja possível compreender este processo.

Um exemplo histórico desse processo foi a saída da população europeia dos centros urbanos no período do Império Romano que se estendeu no período de 27 a.C. até 476 d.C, que, em sua ascensão possuía cerca de um milhão de habitantes, número este que entrou em decadência principalmente após as invasões bárbaras. Lembrando que os romanos tinham o costume de chamar invasores de bárbaros, o que era uma herança grega, pois eles designavam bárbaros aqueles estrangeiros que não eram gregos ou não tinham como língua materna a língua grega.

As invasões desses povos bárbaros foram de grande importância para que se desencadeasse uma crise no Império Romano, fazendo com que uma massa da população europeia  migrasse para o campo devido à falta de alimentos, superlotação da cidade, baixa qualidade de vida, império corrompido, realizando assim o êxodo urbano, o que resultou na formação do período histórico conhecido como feudalismo, quando a população europeia vivia em maioria nas áreas rurais.

Em pleno século XXI, tem-se percebido uma migração da população citadina para as zonas interioranas, ou consideradas como rurais, principalmente nos países europeus, um dos principais motivos é em relação à qualidade de vida, já que atualmente as cidades vivem repletas de poluição (atmosférica, da água, visual e sonora).

Foto: Blog do Eliomar

Pensando em qualidade de vida melhor, a população busca moradia nas áreas rurais, causando o atual êxodo urbano, além de pensar na produção de seus próprios alimentos, num mundo onde a comida industrializada tem prevalecido nas casas das áreas urbanas, tendo sempre em vista uma vida melhor, seja na alimentação, seja na qualidade do ar, da água, a relação com o campo muitas vezes é indicada por profissionais que lidam com a saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, para um relaxamento mental devido o stress causado pelo dia a dia nas cidades.

Podemos tratar o êxodo urbano como uma tendência mundial, estamos vivendo um período de busca pela nossa essência mais selvagem, por um sentido maior e algo que nos torne mais significantes no mundo, estamos com a mudança de uma parcela de pessoas para o campo, praia ou eco vilas, formando novas comunidades em que o isolamento faz parte, mas não comanda o todo.

Quanto mais próximos da natureza e de sua sublime simplicidade, mais próximos estamos de nós mesmos, conectados e imersos em nossos desejos, anseios, medos e prazeres. Será essa a salvação da nossa própria sobrevivência?

Para falar com a autora deste artigo contate: aretuza.negri@gatec.com.br

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