Espaço da Leitora: o agronegócio e a economia brasileira em 2017

Espaço da Leitora de hoje conta com um texto enviado por Nátaly Oliveira, de 21 anos, técnica em agropecuária, cursando o 7º período de Engenharia Agronômica e atualmente prestando assistência técnica para os produtores de sua região. Vinda de família de produtores, possui forte ligação com o campo desde criança e gostaria de seguir os passos da família, por isso a escolha de sua profissão. 

Confira abaixo o texto escrito por ela!

Iniciamos 2017 com garra para enfrentar a tão temida crise que teve início nos primeiros meses de 2015, havendo recuo no Produto Interno Bruto (PIB) e também afetando milhões de brasileiros e cá estamos nós na reta final de mais um ano. Em 2015, enquanto o PIB total nacional retraiu 3,8%, o do agronegócio cresceu 1,8% em relação a 2014 (0,4%), único setor que apresentou resultados positivos. 2016 começou com clima tenso, devido as dificuldades. O ano foi marcado por desemprego, retração econômica e insegurança, as pessoas não sabiam em que investir devido as dificuldades e o medo de se arriscarem. O que prejudicou também foi o fenômeno climático El Niño que provocou seca em algumas regiões produtoras e quebra de safras. Porém, mesmo em meio às dificuldades, o agronegócio brasileiro se sustentou.

O agronegócio brasileiro tem demonstrado que 2017 foi mais um ano de recordes nas exportações, segundo indicam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De janeiro a setembro deste ano o volume embarcado cresceu 5,7% quando comparado ao mesmo período de 2016. O carro-chefe das exportações do agronegócio neste ano tem sido a soja em grão, com elevação de 23,3% nos embarques nos primeiros nove meses deste ano frente ao mesmo período de 2016. Pesquisadores indicam que em termos de indicadores macroeconômicos, a inflação em queda e a redução nas taxas de juros podem favorecer os investimentos na produção agrícola, o que contribui para que a oferta brasileira de alimentos, fibras e energia continue em expansão.

Dos oito principais setores da economia, o que teve o maior desempenho positivo foi a Agropecuária, que gerou 46.049 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,95%. As culturas responsáveis por esse resultado foram o café, especialmente em Minas Gerais; a laranja, em São Paulo; e a cana-de- açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

É o agronegócio que atualmente sustenta a economia do país, representando 48% das exportações brasileiras. Nos últimos anos o Brasil se tornou uma superpotência mundial na produção agropecuária e isso refletiu em todos os setores econômicos do país, desde a exportação e seu reflexo no PIB até a geração de novos empregos, além de um leque de oportunidades de estudos profissionalizantes na área. O agronegócio também gerou muitos empregos, frente ao desemprego no Brasil e é ele que cada vez mais dá resultado diferenciado e se destaca na economia brasileira. O produto interno bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 0,36% nos primeiros 5 meses de 2017. Apesar de ter sido um ano difícil na economia e na política, o agronegócio mais uma vez vem colaborando para tirar o pais da crise e foi o principal responsável pela queda da inflação. Em relação ao real, a moeda nacional pode ter maior oscilação neste final de 2017 e também no próximo ano, diante do cenário político nacional. Já o desempenho dos preços em dólares dependerá da oferta dos principais produtores mundiais, que tem sido afetada pelo clima e pela demanda que continua firme.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve fechar 2017 com queda de 2% em relação ao ano passado, segundo dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Apesar da retração, a participação do PIB do setor na soma de todas as riquezas do país em 2017 (PIB nacional) deverá ser de 23%. Finalizando 2017 e apostando que o agronegócio em 2018 mais uma vez irá superar expectativas. A CNA prevê recuperação do PIB do agronegócio, que poderá subir de 0,5% a 1%, dependendo do cenário político, das condições macroeconômicas e do mercado agrícola internacional.

– A agricultura é a arte se saber esperar

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