Estudante de med. veterinária comenta sobre a criação de bubalinos no Pará – Mulheres em Campo

Estudante de med. veterinária comenta sobre a criação de bubalinos no Pará

O último artigo da série Mulheres na Pecuária trouxe a história de Erika Seabra Magalhães, a jovem de 24 anos reside em Belém e está cursando o 7° período do curso de Medicina Veterinária. Erika contou à nossa equipe como foi sua entrada no ramo da pecuária e mais especificamente na criação de búfalos.  
 
COMO INICIOU O CONTATO COM A PECUÁRIA?
Sempre morei no interior, sempre tive contato com animais, cão e gato principalmente, vim para a cidade para estudar. Meu sonho sempre foi fazer medicina veterinária, ao entrar no curso passei pela experiência com grandes animais (bovinos e equinos) e logo me identifiquei com os bubalinos. Sou da Ilha de Marajó, onde se encontra o maior rebanho desses animais, lá pude unir o útil ao agradável, uma terra boa para a criação de búfalo. Ganhei o meu primeiro casal de búfalos da minha avó, grande apoiadora desse sonho, meus pais compraram um pedaço terra onde hoje se encontra algumas cabeças da raça Murrah em que já tiramos uma quantidade suficiente para a produção de queijo artesanal o famoso queijo do Marajó.
 
POR QUÊ A ESCOLHA DE CRIAR BÚFALOS? COMO É O CENÁRIO DE SUA REGIÃO?
 
Escolhi por se tratar de animais de temperamento dócil em contato com humanos. Criar bubalinos me possibilita trabalhar com a produção de leite e derivados o que se torna uma economia rentável. A região do Marajó é dividido em duas épocas: a de inverno e de verão. A de inverno encontra-se alimentação nativa farta  para os búfalos proporcionando áreas alagadas tornando um ambiente atrativo de conforto e bem-estar para os animais. O período de verão é a época em que eles mais sofrem pois eles buscam locais como rios ou alagados para se refrescar onde também a alimentação é mais escassa, já que não temos hábito de formular silagem ou outro tipo de concentrado.
 
COMO REALIZA O SEU TRABALHO?
 
Por ficar a uma distancia de 4 horas de viagem a barco de Belém/PA para o Marajó/PA, a minha frequência de ida é ao finais de semanas onde junto com meu pai ajudo no manejo e, por ser acadêmica de veterinária dou alguma sugestão de como melhorar a alimentação, manejo, sanidade, etc.
 
ENCONTROU DIFICULDADES POR SER MULHER?
 
A principio quando eu contei sobre esse meu sonho de criar bubalinos e tornar a criação como um futuro empreendimento a peRgunta que pairava era, “quem vai tomar de conta?”,  mas ao longo do desenvolvimento da criação não encontrei e espero que futuramente quando estiver no mercado de trabalho já formada trabalhando para outros produtores não encontre. Graças a Deus tive o privilegio de ter o apoio da minha família. 
 
QUE DICA DEIXA PARA AS MULHERES QUE QUEREM ENTRAR NESSA ÁREA?
 
Lute e persista no seu sonho, pois em algum momento da sua vida você será reconhecida pelo seu trabalho e pela Profissional que você é ou será. E sempre seja de mente positiva em momentos não tão propícios, foi o que me auxiliou nos momentos difíceis.  

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