Maternidade: como é a volta à rotina de estudos

Zootecnista, mestranda em sanidade animal e saúde coletiva com ênfase em mastite bovina pela Universidade Federal de Lavras, Esteffany Reis atua como colunista na área de pecuária e contou como foi o período em que voltou para a universidade após o nascimento de seu primeiro filho. Confira!


Durante o período de licença maternidade, que geralmente são 4 meses, a mãe esquece de tudo, a sua prioridade é cuidar do bebê, qual necessita totalmente de sua atenção. Não existe trabalho, estudo, projeto e aulas. O mundo lá fora não é mais importante até que se passe o período de licença e chega a hora de voltar a rotina da faculdade ou pós graduação.
No início é muito difícil deixar o bebê em casa e sair, até então você nunca havia passado 2 horas longe dele, imagine 1 dia inteiro, para as mães que amamentam no peito é mais difícil pois se deparam com a dificuldade de guardar o leite para o bebê e de ensiná-lo a pegar a mamadeira. No meio da manhã seu peito está cheio de leite e lembra que ele não está lá para mamar.

E você começa tudo novamente: rotina das aulas, trabalhos, laboratório, reuniões e experimento, desta vez você está cansada pois talvez não tenha dormido uma noite inteira, parece que você esquece de como seguir aulas, não tem a mesma destreza para apresentar um trabalho, o tempo para estudar é bem menor, limita-se ao sono do bebe ou quando alguém fica com ele, durante o dia aparecem outras preocupações que não existiam antes, será que ele está bem? Alimentado? Está chorando?

Não podemos nos cobrar, não conseguimos fazer tudo, então vamos tentar fazer o que conseguimos bem feito, traçar novas metas reais para nossa realidade e buscar alcançá-las. Normalmente perdemos amizades e parceiros nos trabalhos, as vezes é melhor fazermos tudo sozinhas devido ao nosso tempo.
A volta a rotina antiga é lenta e gradual a adaptação é difícil mas ao longo do tempo melhora, em alguns meses tudo volta ao normal, claro que seu rendimento cai, as vezes deixamos de fazer coisas que queríamos por falta de tempo, temos outras prioridades agora, mas nada que prejudique nossa vida profissional.

Cada mês que se passa o bebê fica mais independente e você consegue ir acrescentando coisas à sua rotina, não podemos é querer “abraçar tudo”, fazer o que não está ao nosso alcance. Conforme passam-se os anos ele vai para a escola e você começa a sentir falta dele, acaba percebendo que ele já tem uma vida paralela a sua como você a dele.
Hoje em dia as empresas e universidades estão aceitando mais o fato de terem mães em sua equipe, basta conversar e entrar em um consenso, dividir as tarefas e aos poucos aumentando nossas obrigações, existe cobrança sim mas nada que não possa ser adaptado, no final tudo volta ao seu lugar.

 

 
 

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