Pular de emprego em emprego é ruim? Confira o artigo de Ronara Lasmar sobre o assunto

Antes de falarmos sobre este tema, será necessário conhecermos um pouco sobre as gerações e a relação delas com o trabalho.

Segundo a literatura, as características geracionais começaram a ser estudadas a partir do final de Segunda Guerra Mundial. Nesta época houve um “boom” na taxa de natalidade e por isso a geração que nasceu a partir de 1946 (aproximadamente) é chamada de Baby Boomers.

BABY BOOMERS: os pais dessa geração sofreram com muitas privações e guerras, por isso, eles valorizam a estabilidade e a segurança financeira. São influentes, determinados e dotados de visão. Eles simplesmente revolucionaram o mundo! Rock ‘n Roll, luta pelo preconceito racial e a ditadura (no Brasil), surgimento da música popular brasileira, o homem chegando à lua, etc. Alguns Baby Boomers como, Donald Trump e Bill Gates ainda estão plena atividade. 

GERAÇÃO X: nasceram a partir de 1960 (aproximadamente) em uma época de grandes mudanças culturais, como o fato de mulheres irem para o mercado de trabalho e o divórcio. Essa geração se acostumou logo cedo com a autonomia (pela ausência dos pais), buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, são empreendedores e não se apegam tanto aos empregos, quanto a geração anterior.

GERAÇÃO Y: nascidos a partir de 1978 (aproximadamente), a geração Y já é a faixa etária predominante nas empresas de hoje. São pessoas acostumadas com grande quantidade de informações, possuem habilidades tecnológicas e tiveram mais a presença dos pais no lar, o que aumentou a quantidade de estímulos. Essas pessoas são movidas pelos desafios e não hesitam em mudar de emprego, pois o que vale mesmo a pena é a sua satisfação pessoal.  

GERAÇÃO Z: nascidos a partir de 1993 na era do consumo. Ainda se tem poucas informações do seu comportamento no mercado de trabalho. Porém, já é percebido uma grande dificuldade de lidarem com críticas e com grande potencial de inovação.

Agora, analise essas informações e tente se enquadrar, enquadrar seus pais (ou pessoas que influenciam suas decisões) e a empresa em que trabalha nesses padrões. Com certeza, você entenderá grande parte dos conflitos de ideias que surgem em nosso dia a dia. 

Portanto, ao contrário do que se imagina, pular de emprego em emprego não é ruim. Tem sido uma evolução natural das gerações ao longo do tempo. Empresas já não valorizam o tempo de trabalho e sim o “know-how” adquirido em diferentes experiências.  A regra geral é ter bom senso. Por exemplo, em minha carreira, a média de tempo em cada empresa foi de 2,5 anos. Foi o tempo suficiente para que eu dominasse a função e me sentisse pronta para assumir novos desafios, atitude que caracteriza muito bem a geração que faço parte (Y). 

Outro ponto importante é que, essas informações são estudadas em alguns cursos de graduação, pós-graduação e MBA’s. Portanto, o RH das empresas já estão preparados (ou deveriam estar) para lidarem com os diferentes comportamentos das gerações com relação ao trabalho. Porém, em minha experiência no mercado, percebi que as empresas multinacionais estão mais familiarizadas e abertas para essas mudanças do que as empresas locais. 

Finalizo alertando que independente de que geração você faça parte, o mais importante é saber respeitar as diferenças de cada um e valorizar tudo que já foi construído, principalmente pelo Baby Boomers e pela Geração X. Esses homens e mulheres foram extraordinários e muito do que temos e desfrutamos hoje é fruto de suas conquistas e batalhas. Com educação, respeito e humildade cada um de nós também irá conseguir um lugar ao sol.

Desejo boa sorte! E nos conte o que achou desse artigo. Divida conosco suas ideias e sugestões.

Grande abraço!

Referência: www.portal.sbcoaching.com.br

Ronara Santos Lasmar

Agrônoma, Mentora e Coach de Carreiras Agro

 

3 thoughts on “Pular de emprego em emprego é ruim? Confira o artigo de Ronara Lasmar sobre o assunto

  • Ronara, bom dia!
    Cada artigo seu que tenho o privilégio de ler eu me sinto mais satisfeito em ter tido a oportunidade de estudar contigo. Parabéns, excelente abordagem.

    ABRAÇO!

  • Boa noite Ronara, tive o Privilégio de conhecer seu trabalho a campo e por várias vezes já te solicitei que me indicasse pessoas para trabalhar comigo ( na verdade sempre quis que você viesse rssss), concordo contigo quanto as pessoas hoje serem menos apegadas a uma empresa, é que busquem novos horizontes, mas o que me preocupa muito, é que hoje está existindo uma falta de empenho dos profissionais, em fazer dar certo, em buscar os resultados que lhe são propostos, muitos estão querendo crescer profissionalmente mudando de empresas, que não dão o mínimo valor ao que foi investido neles, o que ao meu ver é muito injusto com quem o contrata, e no final quem acaba sendo prejudicado é o contratador, que investe em treinamento, te abre as portas para o mercado e não tem o retorno do que foi investido.
    Muito me preocupo com o futuro desta nova geração que vem vindo por aí, que no meu ver serão os maiores prejudicados por este trocar de emprego que temos hoje, pois está cada vez mais difícil confiar numa contratação sem experiência comprovada, o que tira muitas oportunidades de novos profissionais entrarem no mercado. A meu ver, deveria haver uma maior responsabilidade do contratado com o contratante antes de sair pulando de galho em galho. Minha opinião esta, e você bem sabe a quanto tempo venho te solicitando indicação de novos profissionais, e olha que tá difícil acertar alguém Rssssss. P.S.- as portas estarão sempre abertas para você rsssss
    Abraços e parabéns pela competência e compromisso para com as empresas pelas quais passou.

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