Tecnóloga em Biocombustíveis explana sobre a profissão e o setor de açúcar e álcool

Esta semana conversamos com  Juliana Pelegrini Roviero, a jovem, de Jaboticabal/SP tem 30 anos, é Tecnóloga em Biocombustíveis com Mestrado e Doutorado em Microbiologia agropecuária, atualmente Professora de Ensino médio e Técnico no Centro Paula Souza.


COMO SE INTERESSOU PELO CURSO DE TECNOLOGIA EM BIOCOMBUSTÍVEIS?
Bom, essa não era a primeira opção. Mas, quando surgiu este curso (era a primeira turma) pensei: curso gratuito, em três anos, na minha cidade, sobre cana-de-açúcar… acabei vendo mais vantagens do que desvantagens em seguir esta profissão. Minha família toda mora/morou no sítio e sempre trabalharam com agricultura, acabei não conseguindo fugir das origens.

HAVIA MAIS MULHERES NO CURSO?
Sim!! Era bem balanceado até… mas ao longo do curso, percebi que mais mulheres desistiram… inclusive por gravidez.

QUAIS ERAM SUAS PRETENSÕES PARA DEPOIS DA FACULDADE?
Acredito que como a maioria das pessoas, eu não tinha a menor ideia do que iria fazer ao final do curso. Acabei fazendo estágio no Laboratório de tecnologia em açúcar e álcool no departamento de Tecnologia da FCAV Unesp de Jaboticabal, onde aprendi muito, e tive a oportunidade de conhecer o programa de pós-graduação em Microbiologia Agropecuária em que acabei fazendo o Mestrado e Doutorado.

ATUALMENTE, VOCÊ É COORDENADORA DO CURSO TÉCNICO EM AÇÚCAR E ÁLCOOL, PELA ETEC GUARIBA. COMO FOI O PROCESSO PARA CHEGAR ATÉ ESSE CARGO?
Foi um pouco de sorte… logo que minha bolsa do Doutorado acabou, a Etec Bento Carlos Botelho do Amaral em Guariba estava abrindo o curso Técnico em açúcar e álcool. Eu fiz a inscrição para o processo seletivo, primeiro para professora determinada e depois fiz o concurso para professora indeterminada. Comecei com poucas matérias, e aos poucos fui participando mais, pegando mais aulas, até em outras unidades e cursos, até ter esta oportunidade de coordenar o curso. O ano passado fiz uma licenciatura em química e este ano fiz uma pós-graduação em educação profissional e tecnológica para ajudar no desempenho da nova função.

Um pouco desta oportunidade veio do aprendizado na pós-graduação em que fazemos o estágio de docência e vamos aprendendo como é ser professor. Mas a maior parte vem do dia-a-dia, quando os desafios e dificuldades vão surgindo, é que a gente realmente se vê como professora.

COMO ESTÁ O MERCADO PARA QUEM QUER ATUAR NESSA ÁREA, SEJA NA FACULDADE DE TECNOLOGIA EM BIOCOMBUSTÍVEIS, SEJA NO TÉCNICO EM AÇÚCAR E ÁLCOOL?
Eu sou uma otimista desta área! A cana-de-açúcar está no Brasil desde 1532, e desde então, passou por altos e baixos, mas ainda é uma das culturas mais importantes do país. O açúcar está em nosso dia-a-dia e faz parte da composição de remédios, até aquele chocolatinho cura TPM rs. O mercado do bioetanol tende a se expandir cada vez mais com o interesse de outros países, e, com pesquisas em novas matérias-primas e a produção de etanol de segunda geração (que foi o tema de minhas pesquisas na pós-graduação).

Este semestre tive vários alunos contratados em unidades industriais da nossa região. Sempre digo que a atualização profissional é muito importante para conseguir oportunidades no mercado de trabalho.

VOCÊS PROMOVEM EVENTOS DENTRO DA ETEC PARA PROMOVER E DIVULGAR O CURSO TÉCNICO EM AÇÚCAR E ÁLCOOL?
Sempre estamos trabalhando em alguma coisa! Temos diversas atividades culturais, levamos os alunos às feiras do setor sucroenergético. Buscamos palestras sobre temas discutidos na atualidade. Estamos movendo esforços para que a população conheça nossos cursos e que venham estudar com a gente!

Apoio


 

 
 

&nbs;

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *